Trump vai a TV para defender o muro e continua a paralisação do governo

Trump vai a TV para defender o muro e continua a paralisação do governo

Democratas rebateram as informações dadas em rede nacional sobre uma possível crise imigratória no país.

DA REDAÇÃO – A noite foi de discussão entre republicanos e democratas na televisão nos Estados Unidos. Republicanos representados pelo presidente Donald Trump que usou a rede de cadeia de televisão, diretamente do Salão Oval da Casa Branca para se enderessar à nação.

Foi um esforço para tentar convencer os norte-americanos de que existe uma “crescente crise humanitária e de segurança” na fronteira do país com o México, “uma crise do coração e da alma”, e de que precisa obter do Congresso os mais de 5 bilhões de dólares para levantar o muro com o país vizinho. Só assim, disse, poderá pôr fim à paralisação parcial do Governo, que chegou ao 19º dia, por causa da falta de acordo com os democratas a respeito do orçamento.

Trump ameaçou manter durante “meses e inclusive anos” a paralisação e responsabilizou os oposicionistas que agora controlam a Câmara.

“O Governo está fechado por uma só razão: a negativa dos democratas a financiar a segurança fronteiriça”, disse Trump, na primeira ocasião em que se dirige aos cidadãos em uma mensagem televisionada no horário de máxima audiência. Depois de repassar uma série de crimes supostamente cometidos em território norte-americano por imigrantes ilegais nos últimos meses, perguntou: “Quanto mais sangue de norte-americanos há que se derramar para que os congressistas façam seu trabalho?”

Trump não apresentou novos argumentos a favor de uma de suas principais proposta de campanha. Fez um discurso em tom sereno, mas foi alarmista. Recorreu às fórmulas, que caem tão bem em suas bases, de citar a suposta entrada de criminosos e de drogas pela fronteira. Alguns dos argumentos que citou com dados, alguns deles pouco defensáveis, como a relação direta que estabelece entre as 300 mortes de norte-americanos provocadas pela heroína por semana e a imigração ilegal que cruza pela fronteira sul (grande parte dos opiáceos no país veem da China por via postal ou do Canadá, ou em carros pelos postos fronteiriços com o México).

A maioria das informações passadas pelo presidente foram derrubas em programas pelas emissoras de televisão que fizeram a checagem e mostraram os fatos verdadeiros.

As medidas implementadas pelo governo norte-americano contribuíram para uma saturação dos centros de acolhimento de famílias solicitantes de asilo e dois menores faleceram enquanto estavam sob custódia federal. O número de pessoas barradas ao cruzar ilegalmente a fronteira diminuiu drasticamente (de 1,6 milhões no ano 2000 a 400.000 em 2018), mas agora são sobretudo famílias, e não indivíduos sozinhos, que cruzam a divisa. Isso, denunciam os críticos, combinado com as medidas restritivas impostas pelo Governo, causou a sobrecarga dos serviços de acolhimento na fronteira.

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