Novo terremoto atinge o Haiti com mais de 300 mortos

O desafio do Haiti é administrar o impacto social da tragédia em meio a uma das piores crises políticas de sua história

O pior pesadelo se repetiu no Haiti. Na terra dos tremores políticos, um terremoto de magnitude 7,2 na escala Richter atingiu na manhã de sábado e deixou pelo menos 304 mortos e 1.800 feridos, um número que está aumentando a cada hora.

Os haitianos reviveram o medo deixado pelo terremoto de 2010, quando mais de 316.000 pessoas morreram e um número semelhante ficou ferido.

O terremoto de sábado (14)  já é um dos dez mais letais dos últimos 25 anos na América Latina, lista que infelizmente supera o terremoto anterior naquele país.

Mas desta vez não foi na cidade de Port-au-Prince e sim no nordeste, a 12 quilômetros da cidade de Saint-Louis du Sud, no sul do Haiti, com epicentro de 10 quilômetros de profundidade, segundo o Serviço de Proteção Civil, o que poderia levar a menos fatalidades.

Gerenciando o caos em meio a uma crise política

O desafio agora é gerenciar o impacto social da tragédia em meio a um vácuo de poder sem precedentes. A situação coloca o Haiti em um dos momentos políticos mais dramáticos de sua história.

Menos de dois meses após o assassinato do presidente Jovenel Moise, a falta de parlamento e presidente complica ainda mais a situação em um país acuado pela violência que, apenas eleições de novembro, terá a oportunidade de começar a traçar um projeto de futuro.

A resposta dos países vizinhos

A República Dominicana, que divide o território da ilha com o Haiti, ofereceu ajuda por meio de uma mensagem de seu presidente, Luis Abinader. “Expresso em meu nome e em nome do governo dominicano nossa consternação com o terremoto que atingiu o Haiti esta manhã”, escreveu Abinader no Twitter.

O governo dos Estados Unidos anunciou uma “resposta imediata”. “O presidente autorizou uma resposta imediata dos Estados Unidos e nomeou a administradora da USAID (a agência de desenvolvimento dos EUA), Samantha Power, como a autoridade sênior dos EUA encarregada de coordenar esse esforço”, disse a Casa Branca em um comunicado à imprensa.

Angélica Weise

Angélica Weise

Jornalista formada pela Unisc Mestrado em Tecnologias Educacionais em rede (UFSM) Mora em Santa Cruz do Sul (RS) - Brasil Escreve e lê sobre atualidades, política, tecnologia, educação entre outros assuntos.

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